
O GD de mulheres no XXXI
ENEH
O XXXI ENEH (Encontro Nacional de Estudantes de História)
ocorreu entre os dias 14 e 21 de julho de 2012, em Guarulhos – SP. O CAHIS
esteve presente! A programação do encontro englobou uma série de atividades,
dentre elas, os Grupos de Discussão (GD). Os GDs foram divididos em setoriais:
LGBT, Mulheres, Negros e Negras, Conjuntura, Currículo, dentre outros. Um dos
objetivos dos grupos, além de discutir, foi formular diretrizes políticas para
serem aprovadas na Plenária Final do Encontro e tocadas pela FEMEH (Federação
do Movimento Estudantil de História) dentro de todos os centros e diretórios
acadêmicos do Brasil.
Nós do CAHIS participamos do GD de mulheres para disputar opinião e pautar a nossa concepção de feminismo, levando para o espaço as particularidades que tangem as mulheres do Nordeste. O GD foi um espaço misto (com presença tanto de mulheres quanto de homens). Logo no início do debate, foi ressaltada a importância de se entender que as mulheres não são um grupo homogêneo, que sofrem com formas e intensidade de opressões diferentes. Por isso, é preponderante fazer o recorte de classe nesse tipo de discussão e se questionar sobre o alcance que as nossas lutas têm, se atingem a todas as mulheres das diferentes classes sociais.
Não poderíamos deixar de trazer para a discussão a questão das Marchas das Vadias, que recentemente vêm ganhando força no nosso país. Ponderamos que o fortalecimento das marchas é uma conquista das mulheres, no entanto, ainda são movimentos restritos a classe média e que não abrangem grande parte das mulheres brasileiras, principalmente aquelas que mais sofrem com o machismo e a exploração.
O grupo de discussão tocou também em pontos importantes e que, muitas vezes, são deixados de lado, como o debate da regulamentação da prostituição. Não houve consenso em relação a esse ponto, contudo, chegamos à conclusão de que um aprofundamento nesse debate é extremamente necessário.
Em contrapartida, numa avaliação geral do que foi discutido no espaço, houve muitos argumentos e opiniões baseadas no senso comum, muitas falas isoladas (o que impediu a fluidez do debate) e pouca formulação e proposição de políticas que pudessem ser tocadas pela FEMEH.
Por isso, é necessário fomentar as discussões no dia-a-dia das universidades: criar grupos de discussão ou de trabalho dentro dos cursos, estudar e ler mais sobre o feminismo e o movimento de mulheres. Assim, teremos opiniões e argumentos sólidos, que nos capacitem a formular políticas viáveis e condizentes com a realidade do nosso país e que possam ir além do espaço da Universidade.
Aqui no curso de história da UFBA, organizado pelo CAHIS, temos um G.D. de mulheres que já está em curso. Atualmente, os nossos encontros foram pausados em decorrência da greve estudantil, mas logo será retomado. Acreditamos que esse GD vem sendo um espaço de fundamental importância para formação política dos e das estudantes do curso de história. E esperamos que essa iniciativa seja tocada por outras estudantes, para além do nosso curso e para além da nossa Universidade.
Nós do CAHIS participamos do GD de mulheres para disputar opinião e pautar a nossa concepção de feminismo, levando para o espaço as particularidades que tangem as mulheres do Nordeste. O GD foi um espaço misto (com presença tanto de mulheres quanto de homens). Logo no início do debate, foi ressaltada a importância de se entender que as mulheres não são um grupo homogêneo, que sofrem com formas e intensidade de opressões diferentes. Por isso, é preponderante fazer o recorte de classe nesse tipo de discussão e se questionar sobre o alcance que as nossas lutas têm, se atingem a todas as mulheres das diferentes classes sociais.
Não poderíamos deixar de trazer para a discussão a questão das Marchas das Vadias, que recentemente vêm ganhando força no nosso país. Ponderamos que o fortalecimento das marchas é uma conquista das mulheres, no entanto, ainda são movimentos restritos a classe média e que não abrangem grande parte das mulheres brasileiras, principalmente aquelas que mais sofrem com o machismo e a exploração.
O grupo de discussão tocou também em pontos importantes e que, muitas vezes, são deixados de lado, como o debate da regulamentação da prostituição. Não houve consenso em relação a esse ponto, contudo, chegamos à conclusão de que um aprofundamento nesse debate é extremamente necessário.
Em contrapartida, numa avaliação geral do que foi discutido no espaço, houve muitos argumentos e opiniões baseadas no senso comum, muitas falas isoladas (o que impediu a fluidez do debate) e pouca formulação e proposição de políticas que pudessem ser tocadas pela FEMEH.
Por isso, é necessário fomentar as discussões no dia-a-dia das universidades: criar grupos de discussão ou de trabalho dentro dos cursos, estudar e ler mais sobre o feminismo e o movimento de mulheres. Assim, teremos opiniões e argumentos sólidos, que nos capacitem a formular políticas viáveis e condizentes com a realidade do nosso país e que possam ir além do espaço da Universidade.
Aqui no curso de história da UFBA, organizado pelo CAHIS, temos um G.D. de mulheres que já está em curso. Atualmente, os nossos encontros foram pausados em decorrência da greve estudantil, mas logo será retomado. Acreditamos que esse GD vem sendo um espaço de fundamental importância para formação política dos e das estudantes do curso de história. E esperamos que essa iniciativa seja tocada por outras estudantes, para além do nosso curso e para além da nossa Universidade.
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